POEMA MUDO
(Vera Helena)
A poesia se calou
Coração sangra
Alma grita e chora
De dor...De saudades
Palavras não traduzem
O sentir
Coração se recolhe
E espera outro momento
Alma se aquieta
E se volta pros anjos
Se volta pra Deus
Traduzir perda com palavras
Manifestar de que forma a dor no peito
A dor na alma
A saudade...
A não ser com lágrimas e orações...
Com o silêncio
E o vazio que ficou
Vitória/ES -Em 22/03/10
Na dor da perda pela morte de minha irma MARTHA FRAGA meu coração ficou mudo e calou a poesia.
Quero falar em prosa e verso. Quero escrever poesia. Quero abrir o coração. Buscar na alma inspiração. É isso aí...quero falar. E quero que você também fale, escreva. Quero que você dê sua opinião. Seja bem-vindo (a) e sinta-se em casa.
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28 de março de 2010
UMA AMIGA DEIXOU ESTE TEXTO EM HOMENAGEM A MARTHA Olhos de mar,
pele feito porcelana,
cabelo cor de trigo maduro,
sorriso transparente e encantador,
linda, linda, linda!
Tinha também a outra beleza...
aquela que vem da essência transformada em meiguice, bondade,simplicidade, amor ao próximo.
Mulher-menina, cheia de sonhos e planos,
todos relacionados aos seus grandes amores:Júlio, Bárbara e Vinícius.
No céu brilha mais uma estrela
e nos corações de sua família e dos amigos está tatuada a palavra SAUDADE.
Fique com Deus, amiga querida!
(Tania e Mota)
14 de março de 2010
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SOSSEGA CORAÇÃO
Sossega, coração! Não desesperes!
Talvez um dia, para além dos dias,
Encontres o que queres porque o queres.
Então, livre de falsas nostalgias,
Atingirás a perfeição de seres.
Mas pobre sonho o que só quer não tê-lo!
Pobre esperença a de existir somente!
Como quem passa a mão pelo cabelo
E em si mesmo se sente diferente,
Como faz mal ao sonho o concebê-lo!
Sossega, coração, contudo! Dorme!
O sossego não quer razão nem causa.
Quer só a noite plácida e enorme,
A grande, universal, solente pausa
Antes que tudo em tudo se transforme.
(Fernando Pessoa, 2-8-1933. )
13 de março de 2010

AMOR PERFEITO
Vontade louca
Louca vontade
De nada fazer
Apenas olhar você
Aqui estirado e entregue
Com seu olhar sedutor
Implorando amor
Com a palavra na ponta da língua
Querendo algo dizer
Mesmo sem entender
Que nada precisa ser dito
Apenas feito
E muito bem feito
Amor perfeito
Desejo e sedução
Palavras não ditas
Transformada em poesia
Poetisando nosso momento
Que se eterniza nos versos
Que agora invento
E apaixonada te ofereço
(Vera Helena)
Vitória/ES - Em 13/03/10 -
Vitória/ES - Em 13/03/10 -
17 de fevereiro de 2010
RENDA-ME
Entra-me
Adentra-me
Descubra-me
Me vire pelo avesso
Renda-me
Prenda-me
Conquista-me
Apaixone-me
Ama-me
Entregue-me o seu melhor
Doa-me sem limite
Sem regras
Sem trégua
Coração tresloucado
Na loucura sufragado
Náufrago da paixão
Que toma e dispõe
Quem se habilita viver
Na noite te busco
Noite sem lua...
Adentra-me
Descubra-me
Me vire pelo avesso
Renda-me
Prenda-me
Conquista-me
Apaixone-me
Ama-me
Entregue-me o seu melhor
Doa-me sem limite
Sem regras
Sem trégua
Coração tresloucado
Na loucura sufragado
Náufrago da paixão
Que toma e dispõe
Quem se habilita viver
Na noite te busco
Noite sem lua...
(Vera Helena)
Vitória/ES -Em 13/02/10 -

Sangrilégio (1970)
(Raul Seixas)
Eu acordo de madrugada
Eu acordo com quase nada
Areei meus dentes
Penteei os cabelos
Enxaguei meu rosto inchado
Me armei da 007
Me meti no paletó
Quase me enforquei no nó
Da minha gravata
Um beijo na minha mulher
E dezessete beijos e meio
Um em cada filho meu
Meninada que eu tenho estima e afeição
Eu sou bancário
Meu banco é de sangue
Eu sou bancário
Os olhos de Drácula
Pousam sobre mim
Firme , na escuta do PBX.
EU NÃO...
Eu não frevo
Eu fervo
De paixão
De tesão
Comichão
Caio ao chão
Eu nego
Esta paixão
Renego coração
Não nego algo então
Pego com a mão
Forço e torço
Retorço e peço
Reforço
Estou até o pescoço
Que faço então
Com esta questão
Que é só interrogação?
Dançar o carnaval?
Beijar na boca
Fazer algo de anormal
Algum tipo de loucura
Sem censura
Nem lisuras
Fazer figura
Na noite escura
Magia pura
Não sei não
Então fervo
Danço o frevo
E frevando assim
Esqueço de ti
De mim...
Esqueço.
(Vera Helena)
Vitória/ES –Em 12/02/10 -
Eu não frevo
Eu fervo
De paixão
De tesão
Comichão
Caio ao chão
Eu nego
Esta paixão
Renego coração
Não nego algo então
Pego com a mão
Forço e torço
Retorço e peço
Reforço
Estou até o pescoço
Que faço então
Com esta questão
Que é só interrogação?
Dançar o carnaval?
Beijar na boca
Fazer algo de anormal
Algum tipo de loucura
Sem censura
Nem lisuras
Fazer figura
Na noite escura
Magia pura
Não sei não
Então fervo
Danço o frevo
E frevando assim
Esqueço de ti
De mim...
Esqueço.
(Vera Helena)
Vitória/ES –Em 12/02/10 -

FAZ DE MIM
Sou cachoeira que transborda
Enquanto sua mão borda em mim
Prazeres alucinantes
Faz eternidade meu instante
Faz meu corpo viajante
Sua nave a navegar
Faz de mim estrela cintilante
Com suas mãos a me tocar
Quando se faz amante
Me leva a terras distantes
Num desejo inconstante
Pra não querer mais voltar
(Vera Helena)
Vitória/ES –Em 13/02/10 -

DEVER DE SONHAR
Eu tenho uma espécie de dever,
dever de sonhar, de sonhar sempre,
pois sendo mais do que um espetáculo de mim mesmo,
eu tenho que ter o melhor espetáculo que posso.
E, assim, me construo a ouro e sedas, em salas
supostas, invento palco, cenário para viver o meu sonho
entre luzes brandas e músicas invisíveis.
(Fernando Pessoa)

NO ESPELHO
(Raul Seixas)
Às vezes quando me olho no espelho
Sinto medo.
Medo de mim.
Eu não me conheço
Sou esquisito, sou humano
Uso óculos, como, bebo, fumo
Defeco
Mijo
Olho-me no espelho
E esse dá-me de volta quem sou.
Eu rio. Alto.
Assustado e engraçado
Duas longas coisas saindo do corpo:
São braços, pêlos, peles, nariz pontiagudo
Duas orelhas presas na cabeça
Olho os dedos.
Meus olhos me assustam
Falo, sinto emoções e tomo cerveja
Ridícula coisa ali em pé frente ao espelho
Eu me vejo de fora.
Faço abstração mental de que eu nunca vi
Um ser humano e me vejo.
É esquisito.
É realmente esquisito.
Procuro-me no espelho
E não me acho.
Só vejo aquilo ali.
Parado.
Um monte de carnes equilibradas
por ossos duros que me mantêm em pé.
Ali.
No espelho.
Eu sei que não sou aquilo
E o que eu sou, o espelho não pode
me mostrar...
AINDA... eu não brilho...
Ainda...
(Raul Seixas)
Às vezes quando me olho no espelho
Sinto medo.
Medo de mim.
Eu não me conheço
Sou esquisito, sou humano
Uso óculos, como, bebo, fumo
Defeco
Mijo
Olho-me no espelho
E esse dá-me de volta quem sou.
Eu rio. Alto.
Assustado e engraçado
Duas longas coisas saindo do corpo:
São braços, pêlos, peles, nariz pontiagudo
Duas orelhas presas na cabeça
Olho os dedos.
Meus olhos me assustam
Falo, sinto emoções e tomo cerveja
Ridícula coisa ali em pé frente ao espelho
Eu me vejo de fora.
Faço abstração mental de que eu nunca vi
Um ser humano e me vejo.
É esquisito.
É realmente esquisito.
Procuro-me no espelho
E não me acho.
Só vejo aquilo ali.
Parado.
Um monte de carnes equilibradas
por ossos duros que me mantêm em pé.
Ali.
No espelho.
Eu sei que não sou aquilo
E o que eu sou, o espelho não pode
me mostrar...
AINDA... eu não brilho...
Ainda...
11 de fevereiro de 2010
8 de fevereiro de 2010
28 de dezembro de 2009
KAFKA OU FREUD EXPLICA?
Sou barata...
Sou nada....
Metamorfose...
Kafka explica...
Não complica este momento meu...
Resiste...
Resisto
Existo...
Penso...e explico o que acontece
Faço uma prece
Prá alcançar a lucidez
Um dia quem sabe...
Chega e eu alcanço...
mas no momento...me canso
E nem quero buscar...
Nada explicar.
E não preciso mais
Gritar os meus ais
Nas noites insanas
Inglórias
Profanas...
Metamorfoseio_o que sou
Renascendo além do flish
Do veneno que mata...
A barata...
Mata também quem mata...
Quem cheira...
Inala...e inspira...
Noite que pira...
Piração sem inspiração
Nem ação te induz...
Carrega sua cruz...
Hoje está pesada...
Amanhã o fardo é leve...
Que te leve a esperança...
Te embale em sonhos
Amanhã você acorda...
Tira a mordaça
Liberta o Ego
Aprisona o Superego
O Id solto grita...
E volta a ser você.
Kafka não mais explica..
Mas quem sabe Freud....
(Vera Helena)
Vitória/ES -Em 04/04/09 -
Sou barata...
Sou nada....
Metamorfose...
Kafka explica...
Não complica este momento meu...
Resiste...
Resisto
Existo...
Penso...e explico o que acontece
Faço uma prece
Prá alcançar a lucidez
Um dia quem sabe...
Chega e eu alcanço...
mas no momento...me canso
E nem quero buscar...
Nada explicar.
E não preciso mais
Gritar os meus ais
Nas noites insanas
Inglórias
Profanas...
Metamorfoseio_o que sou
Renascendo além do flish
Do veneno que mata...
A barata...
Mata também quem mata...
Quem cheira...
Inala...e inspira...
Noite que pira...
Piração sem inspiração
Nem ação te induz...
Carrega sua cruz...
Hoje está pesada...
Amanhã o fardo é leve...
Que te leve a esperança...
Te embale em sonhos
Amanhã você acorda...
Tira a mordaça
Liberta o Ego
Aprisona o Superego
O Id solto grita...
E volta a ser você.
Kafka não mais explica..
Mas quem sabe Freud....
(Vera Helena)
Vitória/ES -Em 04/04/09 -
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